quinta-feira, 22 de abril de 2010


O CULTIVO DO AMOR
Guida Linhares

Um sentimento tão humano, tão visceral que às vezes nos surpreende, pela sua força tamanha e a sua presença nas horas em que mais se necessita, de um consolo, de um alento, do aquecer, do sol da esperança. Nem sempre chega de onde imaginamos, mas há sempre alguém por perto, seja real ou virtual, que oferece o ombro amigo, que enxuga as nossas lágrimas e nos faz sorrir de novo. Bendito sejam estas pessoas tão plenas de amorosidade.

Tenho aprendido muito sobre o Amor. Às vezes ele chega como uma sementinha tão frágil e a plantamos no seio da terra, em um coração confiante e que encerra ainda as ilusões que a vida permite. E passamos a adubar, regar constantemente, cuidando com carinho.

Mas nem sempre a semente vinga e lindos brotos surgem como prenúncio de uma árvore frondosa ou de lindas flores a encantar um jardim de sonhos,e ilusões e nos damos conta de que talvez aquela semente precise de outro solo, de outra adubação e tenha sido plantada em lugar errado, em condições totalmente diversas da sua natureza interior.

Porém há sementeiras que pulsam uníssonas ao coração da gente, e o cuidar é recíproco. Então deitam folhas, ganham raminhos, surge o tronco e a natureza explode em vigor e viço, e logo as flores desabrocham, os frutos amadurecem e a natureza exulta com tanta beleza. É um amor compartilhado, saboreado, seja ele de vínculos amigáveis ou amorosos, mas terá todo o encanto dos mais sublimes sentimentos e trará muita harmonia e paz em alegre convivência.

Seja o Amor em ação, um bálsamo que suaviza a caminhada de cada um de nós. Em versos, que ele seja a palavra pacificadora, a entrelinha que leva à reflexão, o deleite para os olhos e para a emoção que desperta para os mais amplos sentidos da vida.

Que em prosa ele possa ser a estória que cada um de nós gostaria de contar, de como amamos e somos amados e do quanto o amor se torna o motor que aciona os nossos melhores propósitos e o nosso maior paradigma: a felicidade, buscando ser feliz e fazer feliz ao nosso próximo!

Santos/SP/Brasil
18/07/08

quarta-feira, 21 de abril de 2010


RONDEL A QUEM AMA,
SEM SER AMADO


Guida Linhares

Triste sina de alguém que ama,
mas reconhece, não ser amado.
Sente as lágrimas que derrama,
vindas de um coração machucado.

Vê um farol há pouco apagado,
onde luzia ardente a chama.
Triste sina de alguém que ama,
vivendo na saudade do passado.

Persiste como terrível holograma,
a dor da traição, do elo quebrado,
bailando na mente. Cruel drama,
reconhecer-se não mais amado.
Triste sina de alguém que ama.

Santos/SP/Brasil
21/04/10

Participação em trieto poético,
sob o formato de rondel,
tema amoroso.